Vocês sabiam que, na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), um dos principais recursos utilizados é o modelo cognitivo? Através deste recurso, os pacientes a compreenderem que seus pensamentos automáticos influenciam diretamente seus comportamentos.

Através do modelo cognitivo, é possível compreender que que situações e acontecimentos despertam, no indivíduo, pensamentos automáticos que, por sua vez, geram sentimentos e emoções — acompanhados de reações fisiológicas — resultando em determinados comportamentos, que podem ser funcionais ou disfuncionais. A forma como cada pessoa interpreta uma situação depende de sua visão de mundo, ou seja, duas pessoas podem vivenciar o mesmo evento, mas interpretá-lo de maneiras completamente diferentes.

O ser humano tende a acreditar que seus pensamentos são verdadeiros. No entanto, como todo indivíduo é biopsicossocial, seus modos de pensar são influenciados não apenas por fatores biológicos, mas também por aspectos psicológicos e sociais. Isso inclui tudo aquilo que foi aprendido ao longo da história de vida, das relações e das experiências pessoais.

Esse processo também dialoga com a perspectiva de Vygotsky, que enfatiza que o pensamento é construído socialmente, por meio da linguagem e da interação com o outro. Ou seja, nossas interpretações não surgem do nada: elas são mediadas por significados culturais, familiares e sociais que internalizamos ao longo do desenvolvimento.

Compreender esse funcionamento é um passo poderoso para ressignificar pensamentos, romper padrões disfuncionais e quebrar ciclos que, muitas vezes, atravessam gerações e mantêm o mesmo tipo de sofrimento.

Referências Bibliográficas _ BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.