Os temas nos pensamentos automáticos das pessoas sempre fazem sentido depois que entendemos suas crenças.”

O ser humano constrói a sua história desde o nascimento — e, pensando sob a perspectiva biopsicossocial, desde a sua formação fetal. Ao longo da vida, os indivíduos recebem estímulos em seu contexto familiar e social que alimentam a sua visão sobre o mundo, sobre si mesmos e sobre as pessoas à sua volta. A partir de cada momento vivido, são construídas crenças de acordo com cada vivência, muitas vezes consideradas como verdades absolutas, sejam elas negativas ou positivas.

Durante o desenvolvimento dessas verdades, comportamentos vão surgindo — seja para o indivíduo se proteger de forma satisfatória ou para lidar com situações conflituosas com o suporte de outras pessoas.

No entanto, quando os seres humanos constroem histórias que não são saudáveis, eles podem desenvolver crenças negativas disfuncionais, principalmente se submetidos a ambientes tóxicos, com hostilidades frequentes e/ou nocivas. Com isso, passam a enxergar o mundo e o futuro de forma distorcida, comprometendo a visão real da realidade.

Na TCC, a base de todo o sofrimento cognitivo está nas crenças nucleares (ou centrais) negativas sobre si mesmo, que se subdividem em três categorias principais: Desamparo, Desamor e Desvalor. Um paciente pode apresentar todas essas três crenças, ou apenas uma ou duas delas.

Busque a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para compreender as suas crenças e transformar a sua forma de ver o mundo.

Referência:

BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.